Todos nós precisamos nos alimentar, faz parte da sobrevivência humana. Por isso, a indústria alimentícia é das últimas a sentir qualquer crise econômica. As pessoas não deixam de comprar alimentos – o que geralmente acontece é a troca de marcas mais caras por outras mais em conta, ou a redução de alguns itens considerados supérfluos.

Esse mercado também é importante para a economia brasileira, pois representa aproximadamente 8% do PIB e é responsável por boa parte das nossas exportações, representando mais de 60% do superávit brasileiro. Dessa forma, mesmo em tempos de economia abalada, o segmento não deixa de investir – apenas aloca recursos de forma diferente, de acordo com a geração de receitas.

Por exemplo: quando o vento está a favor, investem em ampliações e abertura de novas unidades; em ocasiões opostas, com o mercado retraído, faz-se investimentos em melhorias das plantas existentes, buscando aumento da produtividade e otimização do parque instalado.

Seguindo essa estratégia, mesmo reduzindo os investimentos de R$ 10,5 bi em 2015 para R$ 9 bi em 2016, o setor alimentício obteve crescimento de faturamento de 9,8% – o que é bom em tempos de crise, mas ainda abaixo do planejado. O importante é que o segmento está confiante em uma recuperação no fechamento do ano de 2017, com uma ligeira recuperação entre 0,6 e 1,2 de crescimento.

O nosso negócio acompanha a evolução do setor: crescemos 9,8% em 2015, 9% em 2016 e estamos projetando um aumento em torno de 15% para 2017. Tudo isso por conta de mudanças propostas em conjunto pela nossa equipe de consultoria, aliada a uma maior proximidade com nossos clientes.

Leandro Torres Pereira
Especialista de Segmento Alimentício – SNACKS